Fonte: FIOCRUZ • FIOCRUZ • 2024
Questão 1226869
A perspectiva do adoecimento crônico não aparece como uma prerrogativa dos ciclos de vida a que pertencem os adultos. A transição epidemiológica, fruto de inúmeros fatores que resultam de alterações em indicadores sociais e de saúde, contribui para o surgimento de uma “nova pediatria”. Essa “nova pediatria” é formada pelo contingente de crianças e adolescentes com doenças crônicas e dependentes de tecnologia, aquelas que vivem com quadros neurológicos decorrentes de eventos perinatais e o segmento que nasceu com síndromes genéticas variadas e doenças raras. A relação com este segmento provoca a necessidade de ressignificação do cuidado de enfermagem, onde a cura não é possível; e traz aos profissionais uma necessidade de resiliência no momento da morte. Com base nesse pressuposto, a ferramenta que poderia ser trabalhada com os profissionais de enfermagem, com o intuito de ressignificar a perda e luto no ambiente pediátrico seria:
Aaplicação de protocolos sobre cuidados paliativos em crianças cronicamente complexas - servem de subsídio para o cuidado, com o intuito de minimizar dilemas éticos, repensar a obstinação terapêutica e evitar a distanásia.
Bminimização da comunicação entre a equipe de enfermagem e a criança crônica complexa para que não se estabeleça vínculo no cuidado prestado.
Cdeclaração de que toda a situação do cuidado ao paciente crônico é fruto de um “karma”, logo é uma prestação de “contas.”
Dimpropriedade de se ter nenhuma abordagem de finitude para o ambiente pediátrico, pois somente a partir dos 08 ou 09 anos de idade é que o paciente começa a ter a percepção da morte como os adultos.
Einsignificância para o profissional de enfermagem do conhecimento sobre a compreensão da morte pela criança e pelo adolescente, visto que não deverá haver diálogo pertinente com as crenças, as idealizações e com o que consideram como verdade sobre morte e pós-morte.
Revelar resposta correta
Resposta corretaAlternativa correta: A
